Meio cheio ou meio vazio? Nunca fui de meios, respondia eu. Sempre quis o máximo. O melhor ou o pior, mas normalmente, o impossível.
E foi mais ou menos aí que percebi que te queria ao meu lado. Tanto na mesa, durante os jantares de família. Como no carro, a caminho da primeira quinzena de Agosto no Algarve.
Estive sempre à procura de mais qualquer coisa. Qualquer coisa que me fizesse companhia com um livro e um copo de vinho. Qualquer coisa que fizesse sentir grata ao fim do dia.
Isolei-me, foquei-me apenas na descoberta, viajei para lá dos meus horizontes e levei comigo os lápis de color e um livro de mandalas. No fim do verão tinha sonhos. Vontade de tirar uma licenciatura e empenhar-me em ser alguém. Vontade de casar aos 21. Vontade de experimentar o novo restaurante japonês da rua de cima. Vontade de correr o mundo.
E melhor, tinha-te comigo, de mãos dadas para o mundo.
Isolei-me, foquei-me apenas na descoberta, viajei para lá dos meus horizontes e levei comigo os lápis de color e um livro de mandalas. No fim do verão tinha sonhos. Vontade de tirar uma licenciatura e empenhar-me em ser alguém. Vontade de casar aos 21. Vontade de experimentar o novo restaurante japonês da rua de cima. Vontade de correr o mundo.
E melhor, tinha-te comigo, de mãos dadas para o mundo.
Superei-me em todos os aspetos por dois segundos da tua atenção e consegui cinco meses de amor e partilha. Não me digam que é o destino.
Hoje preenchi o teu vazio com os meus sonhos.
Com amor, Bia.
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