quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cama vazia, coração cheio



Tenho a lua aos pés e o sol nas mãos, mas não me queimo. Aprendi a andar sozinha.
Caminho como por entre as beiras de chuva dissolvente que muitos choram em dias vazios. Dias com o mesmo tom dos meus ultimamente. E é um descompasso ritmado com som de sirene ou campainha. Que me atormenta, mas descansa. E aí tenho a certeza que és tu que chegas. Abres os braços, esses braços grandes que me abraçam de saudade aos domingos à tarde. És tu. Ninguém pode negar. Vi-te no teu melhor e tentei não fechar os olhos ou largar-te a mão no pior. Sei-te de cor e disso pouca gente se pode gabar. Fomos. Agora podemos até não ser. Mas ao menos, o que fomos, fomos juntos.
Hoje durmo na tua almofada que todas as noites te espera na minha cama. 
Tal e qual como eu te espero. 
De cama vazia, mas de coração cheio.

Com amor, Bia.

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