Hoje voltei a acreditar-me. Fodida da cabeça aos pés, com a loucura que me é tão doce. A descrição perfeita para todos os que ainda não se cruzaram realmente comigo e me olham com curiosidade na rua. Por detrás dos óculos de sol estou eu e hoje sinto somente paz.
Já não me assombram as linhas paralelas em que vivia constantemente. Deixei-me disso. Saí do circulo vicioso, em que outrora me perdi, de mão dada comigo própria.
Tentaram pintar-me à medida deles. Não fumes, não bebas, ri mais baixo por favor. Quase que aceitei. De certa forma acreditei que o amor era isso mesmo. Encobri-me atrás dos sonhos dos outros, não me permiti. Deixei de acreditar no poder revolucionário que nasceu comigo, de me sentir uma peça única e decidi que era apenas mais uma peça partida de um jogo sem regras. Perdi-me da imensidão que sou. E triste é dizer que me desacreditei, com todas as minhas forças.
Quanto mais me pisavam mais eu amava. Derrubavam-me as pontes e desequilibravam-me em vez de me aconselharem e me segurarem. Eu sabia o que era o amor. Sempre soube.
Um dia, ao olhar-me ao espelho, perguntei-me o porque de amar alguém que não sabe nada sobre amor?
O amor é muito bonito, mas se há coisa que aprendi é que não está ao alcance de qualquer um. Há muitas regras, muitos contratos. Nem todos estão disponíveis para sentir 24h sobre 24h.
Mas eu, amei-me mesmo quando não merecia amor nenhum. E decidi ficar comigo mesma. A decisão mais bonita e sincera que tomei até hoje. Que me faz respirar de pulmão cheio e querer gritar aos céus que não sou apenas mais uma. Sou eu, com todos os sonhos do mundo dentro de mim.
O amor pode salvar-nos ou destruir-nos.
E quem me prendeu que me censure ou me perdoe, mas quebrei as correntes dos pés.
Com amor,
Bia.
Com amor,
Bia.

"Um dia, ao olhar-me ao espelho, perguntei-me o porque amar alguém que não sabe nada sobre amor?"
ResponderEliminarCathartic as fuck. Love it
Devias escrever mais.
obrigada fiel leitor, prometo escrever mais por pessoas como tu.
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